15 de dezembro de 2014

O Fim dos Tempos - Cap. 26 (Principado)

Fim dos Tempos
Capitulo 26



Principado: Começo, origem / A primeira pessoa ou coisa numa série, o líder / Aquilo pelo qual algo começa a ser, a origem, a causa ativa / O primeiro lugar, reinado, magistrado (de anjos e demônios).

Naquela noite, André e seus amigos fizeram uma vigília. Sabe... Uma coisa que devo te lembrar, é que o mundo estava um verdadeiro caos. Como você acha que era à noite desses cristãos ali no meio da destruição eminente? Eles não conseguiam dormir direito. Naquela noite, durante a vigília, eles foram “reabastecidos” de uma maneira que nunca tinham sido antes. Eles sentiram coisas que nunca sentiram antes ali... Era necessário que fosse assim. Uma das únicas coisas de que André lembrava sobre aquela noite era a de ouvir o som da cidade enlouquecida ao fundo, logo após o término da vigília. O som era triste. Sons de sirenes, batidas e freadas de carros, gritos de pessoas sofrendo, sons de explosões ao fundo... Tudo isso só era amenizado pelo que eles tinham acabado de sentir durante a vigília. Mas eles tiveram que parar, pois alguns ali não dormiam já havia uns cinco dias, direto! E um desses era André. Ele estava muito cansado, pois sempre passava períodos de vários dias sem dormir. Uma das meninas do grupo, Karina, chegou até ele e disse:
André... Você não acha que deveria dormir agora, não? Já faz mais de três dias que você não dorme.
André:
Cinco, na verdade.
Karina:
Olha aí... Você não vai aguentar caminhar conosco se você não dormir. Vai descansar.
André não queria admitir, mas dessa vez resolveu atender ao pedido da amiga. Ele se deitou no colo dela e acabou pegando no sono ali mesmo. Eles estavam em um dos andares mais altos de um estacionamento que foi abandonado devido a uma ordem do homem em particular que disse para evacuarem aquela área. Todos os moradores tiveram que ir para as áreas próximas. Hoje, ali abrigava somente os mendigos e alguns cristãos que estavam se escondendo ali. Lá de cima era possível ver as luzes dos lugares em chamas, era possível ver a fumaça subindo em vários pontos da cidade... Tudo um caos. E também, depois de passarem quase cinco meses juntos o tempo todo, todos ali já se conheciam e, mais do que isso, tinham uma intimidade de irmãos mesmo. Quando à noite chegava, eles se juntavam em um canto e dormiam encostados uns nos outros. A sobrevivência ali estava muito difícil.
Mas, naquela noite, André teve um sonho. Ele sonhou que estava fugindo para fora da cidade com seus amigos, quando, de repente, uma luz muito forte começou a brilhar no céu. Era como a luz do sol quando está prestes a aparecer no horizonte. André viu aquilo e ficou maravilhado por causa da luz. Ele e seus amigos pararam e ficaram observando enquanto a luz brilhava cada vez mais, até que surgiu a origem da luz: Uma cidade flutuante. Era uma cidade enorme que flutuava na altura das nuvens. Devia ter quilômetros de extensão. Ela vinha se aproximando lentamente do lugar onde André estava. A luz dela era muito linda e trazia uma paz inexplicável, mesmo em meio a toda aquela destruição que estava acontecendo. Mas, depois, André percebeu que a luz, na verdade, vinha de dentro da cidade. Não era a cidade em si que emitia luz, mas algo que estava dentro da cidade. Então André ouviu alguém dizendo a ele:
Espere só mais um pouco, meu filho. Já estou chegando.
E André respondeu:
Vem logo, Pai. Estou Te esperando aqui.
Então ele acordou com Karina chamando o nome dele. Ele abriu os olhos e viu o brilho do sol no horizonte, pois já era manhã. Karina perguntou se ele dormiu bem, o que fez com que ele percebesse que ainda estava deitado no colo dela. Ele se levantou e viu que os outros ainda estavam dormindo também. Apenas ele, Karina e o doutor Carlos tinham se levantado. Carlos estava de pé, encostado em uma pilastra, observando e se aquecendo com o calor do sol. Na noite passada André tinha conseguido tirar as pessoas que estavam dentro daquele carro que tinha batido naquele poste, que vimos acontecer no capítulo anterior. Depois que o demônio fugiu tremendo de medo, André os tirou de lá. Era um pai com sua filhinha pequena. O pai tinha batido o nariz no volante do carro e a menina estava com muito medo do que tinha acontecido. André os tirou dali, curou os ferimentos deles e falou para eles sobre o Deus de amor ao Qual ele servia. O homem decidiu segui-los nessa empreitada e, além disso, acabou ajudando-os com mantimentos.
Mas então... Odeio ter que dizer isso, mas... Depois daqueles dias de sofrimentos, sem que haja nenhuma morte sequer, haverá outro som no céu. É isso mesmo. Não pense que acabou toda a dor e sofrimento que as pessoas deverão sentir e passar. Não... Depois daqueles dias virá ainda o som da sexta trombeta, que ecoará nos céus do mundo inteiro, e todos saberão que, aquele som não representa coisa boa. Todos o ouvirão e lamentarão o fato de ainda estarem vivos. Você se lembra daquele Anjo que tinha observado a morte do homem em particular lá no vaticano, no começo da história? Nessa hora, ele estava invisível no pico de um prédio em algum lugar do mundo. Quando ele ouviu a sexta trombeta tocando, comentou consigo mesmo:
Este “ai”, o primeiro, passou; eis que depois disso ainda vêm dois “ais”...
E enquanto isso, no céu, todos os santos que foram levados para lá estavam observando tudo que acontecia na Terra. Então uma ordem foi dada ao anjo que tocou a trombeta:
Solte os quatro anjos... Aqueles acorrentados junto ao grande rio Eufrates.
Então o anjo que tocou a trombeta foi até os outros anjos citados. Ele saiu voando e chegou ao rio Eufrates. Ali nas margens havia uma grande quantidade de anjos circundando uma grande área negra, parecida com uma nuvem negra, como se estivessem vigiando algo. O anjo da trombeta chegou voando e pousou. O comandante daqueles anjos que já estavam ali o saudou com um movimento de cabeça e, mesmo sem dizer uma palavra sequer, já sabiam do que se tratava. O comandante deu espaço para ele passar e fez sinal para que todos se afastassem. Todos os anjos que estavam ali ficaram em formação logo atrás de seu comandante enquanto o anjo da trombeta se aproximava do local. Havia uma rachadura no ar, bem a sua frente. Ele se aproximou, colocou a chave na rachadura e, depois de girá-la, mais rachaduras surgem e vão aumentando de quantidade, até formarem uma esfera arroxeada.
Então essa esfera se despedaçou, deixando os pedaços caírem ao chão. Havia quatro demônios enormes presos por correntes ali dentro. Eles eram tão grandes quanto o anjo que foi encontrado na Terra e que estava andando com o homem em particular. Esses anjos, ainda hoje, estão acorrentados junto ao rio Eufrates, pois eles serão soltos apenas naquele tempo. Eu acho que você já deve ter ouvido falar dos “titãs”, ou dos “leviatãs”, “o cracken”, ou “poutergaists”, não ouviu? A Bíblia diz que esses anjos citados são os que tinham relações sexuais com mulheres no tempo da torre de Babel construída por Ninrode. Por isso que dizem que existiam gigantes no passado. Esses parecem ser os demônios mais temíveis para as pessoas, pelo simples fato de estarem presos até o dia de hoje. Mas eu quero dizer que, naqueles dias, nos últimos dias da humanidade, no fim dos tempos, eles serão soltos.
Imagine: Eles estavam presos por correntes invisíveis. Eles estavam sentados de costas um para o outro. Quando eles abrem os olhos e veem que, finalmente, aquela escuridão, à qual estavam condenados a permanecer, tinha se esvaído e a prisão tinha se desfeito, eles tentam se levantar, mas o brilho da corrente surge e impede que eles completem o movimento que fariam. Eles ficam se debatendo tentando se soltar. O anjo da trombeta repara em um deles quando faz um movimento de braço para tentar se soltar, mas a corrente o segura. O gigante continua fazendo força para tentar levantar o braço a ponto de o anjo pensar: “Mas que força... E que correntes...” Os outros anjos que estavam ali como vigias ainda permaneciam em posição de atenção, mas o anjo da trombeta disse:
Está tudo bem. Podem ir. Eu vou libertá-los.
Os outros confirmam e saem voando com o sentimento de missão cumprida. O anjo da trombeta voa até a altura do cadeado que prendia aqueles monstros e diz:
Silêncio!
Os demônios, que estavam se debatendo para tentar se soltar, param de repente e olham para o pequeno anjo que está voando perto deles. O anjo da trombeta diz:
Fiquem quietos! Vou soltar vocês.
(Vamos dizer que os nomes desses demônios são aqueles citados agora apouco. Assim, a identificação e diferenciação ficarão mais fáceis.) Um dos demônios, chamado Titã, diz com uma voz de monstro gigante:
Não brinque conosco só porque estamos presos.
O anjo:
Não estou brincando.
Outro demônio, chamado Cracken, diz:
Você sabe o que acontecerá se formos soltos? Você tem ideia da gravidade do que você está falando?
O anjo:
Eu recebi ordens para soltar vocês e é o que vou fazer. Vocês poderão fazer o que quiserem...
Titã:
Há muito tempo esperávamos por isso.
O anjo:
Mas apenas à um terço dos homens vivos! Isso é tudo.
Então ele soltou os quatro anjos, aqueles preparados para a hora, e dia, e mês, e ano, para que eles matem a terça parte dos homens. Quando eles viram as correntes caírem ao chão, gritaram:
Livres!!!









“(Judas 1:6) E, os anjos que não guardaram seu principado, mas, ao invés disto, deixaram a sua habitação, Deus os tem guardado debaixo de escuridão e em correntes eternas, para o juízo do Grande Dia;



Continua...

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